Pesquisa indica preferência por destinos nacionais no pós-pandemia

Estudo da Braztoa em parceria com a Universidade de Brasília aponta a preferência de 60% dos consultados por viagens domésticas.

A procura por destinos nacionais deve marcar a retomada do mercado de viagens no Brasil após o fim da pandemia do novo coronavírus. É o que revelam pesquisas divulgadas nesta terça-feira (26) durante um seminário online (webinar) promovido pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) que contou com a participação de especialistas da Universidade de Brasília (UnB).

Já dados da Braztoa mostram que 70% das operadoras pretendem aumentar a oferta de destinos nacionais. Conforme a pesquisa da entidade, 17% planejam iniciar vendas focadas no Brasil e 58% preveem a comercialização de viagens nacionais no segundo semestre. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, avalia que os resultados indicam a necessidade de atenção ao mercado doméstico, uma das metas do governo federal.

“Estamos desenvolvendo uma campanha para estimular o brasileiro a visitar destinos no próprio país, de forma a ajudar na retomada e permitir que o turismo continue tendo um forte papel no desenvolvimento econômico e na geração de emprego e renda. Os nossos esforços também incluem ações como o incentivo ao turismo rodoviário, utilizando rotas do programa Investe Turismo para permitir a conectividade com outros modais de transporte e facilitar a busca por roteiros integrados”, adianta o ministro.

SEGURANÇA - A necessidade de se garantir segurança e informações claras ao turista quanto a protocolos de higiene e limpeza foi um dos assuntos abordados durante o bate-papo online. Helena Costa, mestra em Turismo e líder do LETS, destacou a importância de iniciativas como o selo “Turista Protegido”, primeira etapa de um programa do MTur que criará diretrizes sanitárias para as diferentes atividades do setor.

“É isso que outros destinos estão fazendo, como Portugal. Você vê a quantidade de planos de viagem, as pessoas ainda estão preferindo adiar a cancelar. Então, faz sentido aumentar essa sensação de segurança, com bons protocolos e que sejam claramente comunicados”, frisou Helena, que destacou a colaboração de representantes da Rede de Inteligência de Mercado no Turismo (RIMT), coordenada pelo MTur, no debate sobre novas tendências do setor.

Fonte: Mtur - Por André Martins - Edição: Vanessa Castro

Fotos: Programa de Viagem

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